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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Uma reflexão sobre ética

Com o inevitável crescimento da tecnologia nas empresa, tem ficado cada vez maior o controle dos funcionários (tempo de trabalho, no que foi trabalhado), quanto maior a empresa e mais inovadora, maior a necessidade de controle e segurança industrial.
Mas toda essa busca por segurança e controle dos funcionários tem um carater invasivo, podendo passar por cima da privacidade ou até da legalidade.
É muito importante estabelecer políticas éticas corporativas que incluam questões relacionadas aos Sistemas de Informação.
Internet e e-mail fazem parte dos sistemas de informação, e tem preocupado muito as empresas com vazamento de informações confidenciais, que por isso invadem a privacidade de seus funcionários. Porém esse ideal de privacidade está em mutação, provavelmente esse avanço tecnológico crescente criará uma nova visão de privacidade.
Isso gera uma questão: O avanço tenológico vale a perda de privacidade? Essa resposta depende muito da empresa, pois em algumas empresas é inevitável a evolução tecnológica.
Mesmo os clientes das empresas sofrem com a perda de privacidade, com levantamento de perfil ou mesmo segurança dos próprios clientes é necessário invadir a privacidade, que talvez não fosse ético a não ser pelas circunstancias.
Por exemplo é necessário que algumas empresas tenham câmeras de vigilância para sua segurança, mas nem sempre o cliente ou funcionários estão cientes que estão sendo vigiados.
Mais do que outros setores, o setor de TI necessita de uma equipe ciente das obrigações éticas, por exemplo um banco de dados hospitalar, ou de uma prefeitura, os dados armazenados nele contém informações que podem ser utilizadas para criação de cartões de crédito, compras pela internet, financiamento. Recentemente ocorreram casos onde foram feitos empréstimos em nome de aposentados, os dados dos aposentados eram vendidos na internet, que saíram de um banco de dados, isso foi um caso de falta de ética ligado a um sistema de informação.
Normalmente a quebra de ética nas empresa é feita por necessidade e em um nível aceitável, é mais perigoso terem dados sigilosos em mãos de usuários comuns, hackers ou crackers do que de empresa.
Algumas pessoas procuram vulnerabilidades em sites, procurando dados sigilosos, isto também é eticamente errado, mesmo que seja apenas para olhar os dados, e pior ainda vender ou destruir, isso é um crime.
Existem também pessoas conhecidas como engenheiros sociais, se utilizam de conhecimentos tecnológicos ou específicos em um determinado seguimento para se passar por outras pessoas, afim de se infiltrar e conseguir informações ou até corromper-las, provavelmente essa é a mais perigosa forma de invasão ética, pois são indivíduos que podem entrar em diferentes ciclos sociais, algumas vezes são contratados por empresas para espionagem de outras empresas ou até de a vida pessoal das pessoas.
Cada vez mas a privacidade das pessoas está ficando exposta, e cabe criarmos leis para que exista para regulamentação de até onde empresas podem entrar na nossa privacidade, e ter uma conscientização da equipe de TI das empresas sobre éticas, fora disso cabe a cada um ou empresa cuidar da segurança de informações contra crackers, hacker ou engenheiros sociais.

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